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A Ressurreição – Veja a Base Bíblica Para Esta Doutrina

Ressurreição é levantar-se novamente, com novo corpo, depois da morte. A ressurreição dos crentes é sua glorificação, o último poderoso ato final de Deus que compõe a sua salvação.

Como o poderoso ato final da salvação, a ressurreição corporal dos crentes completa a obra divina de redenção e é a glorificação deles. A glorificação ocorrerá quando Cristo voltar.

Ela envolve tanto a nova corporificação dos crentes falecidos, que estão no céu, quanto a mudança de estado corpóreo dos crentes vivos na terra.

Os corpos da ressurreição serão imperecíveis, gloriosos, poderosos e espirituais. Os incrédulos também experimentarão a ressurreição corpórea.

Entendendo a Doutrina da Ressurreição

Gregg R. Allison diz que após os poderosos atos divinos de união com Cristo, regeneração, justificação, adoção, batismo com o Espírito Santo, santificação e perseverança, o ato salvífico final é a glorificação.

Ela completa as obras divinas precedentes e se refere particularmente à ressurreição dos corpos dos crentes.

A glorificação ocorrerá na volta de Cristo e será: (1) a nova corporificação dos crentes que morreram e estão no céu sem seus corpos; e (2) a transformação instantânea dos corpos dos crentes na terra.

No primeiro caso, os corpos serão ressuscitados e transformados: serão novamente, e para sempre, corpóreos. No segundo caso, os corpos atuais serão imediatamente transformados.

Não terão que morrer, mas experimentarão uma transformação em seu estado corpóreo, do corpo terreno para o corpo glorificado.

Nos dois casos, os corpos ressurretos serão diferentes dos corpos terrestres

Os corpos em sua existência terrena são perecíveis (suscetíveis ao desgaste e à doença), vergonhosos (por isso são cobertos por roupas), fracos (impotentes) e naturais (dominados pela pecaminosidade).

Os corpos em seu estado de ressurreição serão imperecíveis (nunca se desgastam nem adoecem), gloriosos (belos, talvez radiantes), poderosos (não sobre- humanos, mas com força total) e espirituais (dominados pelo Espírito Santo).

O corpo ressurreto de Jesus Cristo é o protótipo dos corpos ressurretos dos crentes. Assim como o corpo dele está em seu estado ressuscitado e ascendido, assim serão os corpos dos crentes.

Eles viverão para sempre como pessoas gloriosamente corpóreas, totalmente conformes à imagem de Cristo, no novo céu e na nova terra.

Os incrédulos também experimentarão a ressurreição de seus corpos. Quanto à época em que isso acontecerá, o amilenarismo e o pós- milenarismo relacionam o fato com a volta de Cristo, o juízo final e a inauguração do novo céu e da nova terra.

Isto é, tanto os crentes como os incrédulos experimentarão a ressurreição corpórea ao mesmo tempo.

O pré- milenarismo afirma que, na segunda vinda de Cristo, os crentes receberão seus corpos ressurretos e se unirão a ele durante seu reinado terreno de mil anos. Somente no término do milênio, os incrédulos terão sua ressurreição corpórea.

Base bíblica para a ressurreição

Segundo Gregg R. Allison sementes da esperança de uma ressurreição corpórea são encontradas no Antigo Testamento. Jó manifestou sua esperança: “Depois de destruída
minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19.26).

Com grande expectativa, Isaías exclamou: “Os teus mortos viverão; seus corpos ressuscitarão. Vós que habitais no pó, despertai e cantai de alegria! O teu orvalho é orvalho de luz, e a terra dará à luz os mortos” (Is 26.19; cf. Dn 12.2).

Jesus continuou e intensificou essa esperança de ressurreição. Quando Lázaro morreu, e Marta expressou confiança de “que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”, Jesus referiu-se a si mesmo, prometendo: “Eu sou a ressurreição e a vida.

Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá, e todo aquele que vive e crê em mim jamais morrerá” (Jo 11.23-26). De fato, foi com o propósito de garantir a ressurreição que Jesus veio em sua missão salvadora:

“Pois esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que contempla o Filho e nele crê tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.38-40).

Para cumprir essa missão, Jesus primeiro teve que morrer e ser ressuscitado dos mortos. Ele previu tanto a sua crucificação como a sua ressurreição (Mt 16.21).

Assim, Jesus é “o primogênito dentre os mortos” (Cl 1.18; Ap 1.5), o protótipo de seus seguidores: “Cristo ressuscitou dentre os mortos, o primeiro entre os que dormiram.

Porque, assim como a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos” (1Co 15.20,21).

Essa esperança na ressurreição tornou-se um ponto importante da mensagem dos apóstolos, ilustrada por Paulo:

“Até aqui continuo testemunhando […] que o Cristo deveria sofrer e que, sendo o primeiro a ressuscitar dentre dos mortos, anunciaria luz a nosso povo e também aos gentios” (At 26.22,23).

Aliás, o evangelho resumido é: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15.3,4).

Os crentes receberam a promessa e, assim, aguardam a glorificação de sua pessoa como um todo, quando Cristo voltar. Como diz João: “Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (1Jo 3.2).

A progressão na salvação durante esta vida prepara os crentes para serem “puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto de justiça” (Fp 1.10, 11).

“Santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante dele” (Cl 1.22), e “irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 1.8).

Essa glorificação é a conclusão de sua salvação, o clímax de todos os atos poderosos de Deus que a antecederam e previram.

É importante notar que essa perfeição inclui a integridade física também. Os crentes aguardam o retorno de Cristo, “que transformará nosso humilde corpo para ser semelhante a seu corpo glorioso, pelo poder que o capacita a sujeitar a si todas as coisas” (Fp 3.21).

Esse corpo ressurreto contrasta de forma notável com o atual corpo terreno: “Semeia-se um corpo perecível e ressuscita imperecível; semeia-se em desonra e ressuscita em glória; semeia-se em fraqueza e ressuscita em poder.

Semeia-se um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual” (1Co 15.42-44). Desejando ardentemente a gloriosa conclusão da salvação dos crentes, nós “gememos em nosso íntimo, aguardando ansiosamente nossa adoção, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

A plenitude da salvação inclui claramente a ressurreição corpórea

Na volta de Cristo, haverá crentes sem corpo físico no céu com ele e crentes com corpo físico na terra. Os mortos serão ressuscitados primeiro, recebendo seus corpos ressurretos (1Ts 4.15-17).

A eles se seguirão os crentes que estiverem vivos na terra, os quais não morrerão, mas terão seus corpos atuais revestidos com os corpos ressurretos (2Co 5.1-5).

Quanto à ressurreição dos incrédulos, o amilenarismo e o pós-milenarismo apontam passagens bíblicas que afirmam a ressurreição.

Abordando o castigo eterno, o Antigo Testamento apresenta uma divisão entre aqueles que, na ressurreição, receberão a “vida eterna” e os que terão “vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2).

Embora os dois grupos tenham destinos diferentes, eles experimentarão a ressurreição corpórea ao mesmo tempo.

Da mesma forma, Jesus prometeu um evento vindouro em que “todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua [de Jesus] voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29; cf. At 24.15).

O pré-milenarismo separa a ressurreição dos crentes, que ocorrerá na volta de Cristo, e a ressurreição dos incrédulos, que ocorrerá no final do milênio.

Essa posição apela para a distinção entre dois grupos em Apocalipse 20: “Eles [os seguidores de Cristo] reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Mas os outros mortos não reviveramaté que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.

Bem-aventurado e santo é o que participa da primeira ressurreição!” (v. 4-6). Assim, a primeira ressurreição é a dos crentes na volta de Cristo, que lhes dá um novo corpo para sua existência milenar.

A segunda ressurreição é a dos “outros mortos”, ou incrédulos, que ocorrerá no final do milênio.

Principais erros

1. Assim como a ressurreição de Cristo foi rejeitada, a ressurreição dos crentes foi descartada como mítica e fisicamente impossível.

Essa posição está ligada à negação da existência de milagres, considerados impossíveis por violarem as leis físicas.

Também está associada a uma concepção de salvação que é de natureza puramente espiritual, e não diz respeito ao corpo.

Assim, a salvação final ocorre na morte, quando a alma deixa o corpo, e a vida eterna não tem nenhum componente físico.

2. A ressurreição física e a nova corporificação dos crentes tem sido rejeitada com base na crença de que a existência humana é apenas física.

Essa ideia cada vez mais comum é alimentada pela neurociência. Sua identificação da vida humana com o corpo humano significa que, quando o organismo físico — o corpo — deixa de funcionar, a existência humana termina.

Segundo esse ponto de vista, não há existência incorpórea de crentes no céu após a morte, e não pode haver.

Essa posição contradiz a doutrina bíblica e tradicional do estado intermediário, bem como a doutrina da ressurreição.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

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