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Adoção – Conheça a Doutrina Que Mostra o Amor Incondicional de Deus

Adoção é o poderoso ato divino de tomar pecadores — inimigos alienados e separados de Deus — e trazê-los para sua família, como filhos amados, para sempre. É necessária a reconciliação por causa da inimizade e da alienação entre pecadores e Deus.

A reconciliação resulta na adoção de pecadores como filhos e filhas, juntamente com o recebimento do Espírito de adoção. A adoção traz consigo uma herança, e os cristãos são coerdeiros com seu irmão, Jesus Cristo.

O ingresso na família de Deus como filhos adotivos significa, além disso, que os cristãos são irmãos e irmãs, unidos uns aos outros.

ENTENDENDO A DOUTRINA DA ADOÇÃO

Para Gregg R. Allison o poderoso ato divino envolvido na salvação de pecadores, a adoção é a obra que Deus realiza para introduzir os ex-rebeldes em sua família.

Trata-se de um aspecto da salvação diferente da justificação, da regeneração e de outras obras divinas. A adoção traz benefícios adicionais para os que são adotados.

O pano de fundo da adoção é a perfeita santidade de Deus e a total pecaminosidade dos portadores de sua imagem decaídos. Sendo “filhos da desobediência” e “filhos da ira” (Ef 2.2,3), eles estão em uma posição precária diante de Deus.

Há um abismo que pode ser descrito como inimizade, hostilidade, alienação e separação entre Deus e os pecadores.

Esse distanciamento deve ser superado para que exista relacionamento entre as duas partes.

A reconciliação, como um aspecto da expiação é a remoção, por parte de Deus, do antagonismo e a restauração da paz entre essas duas partes em conflito (Cl 1.20-22; 2Co 5.17-21).

A adoção é uma aplicação da obra de reconciliação de Deus em Cristo. É o ato poderoso pelo qual Deus acolhe suas criaturas anteriormente rebeldes, trazendo-as para sua família como filhos amados para sempre.

A adoção tem dois aspectos

É um ato legal: Deus os incorpora em sua família, mudando seu status. E é uma realidade relacional: Deus os acolhe como seu Pai celestial, e eles lhe respondem como filhos e filhas.

Como filhos adotivos de Deus, os cristãos desfrutam da presença do Espírito Santo. Por meio desse “Espírito de adoção”, eles reconhecem Deus como seu Pai e se relacionam com ele.

Outro benefício da adoção é o recebimento de uma herança: junto com seu coerdeiro, Cristo, os cristãos têm a garantia de um futuro de bênçãos.

A entrada na família de Deus como filhos adotivos significa, além disso, que os cristãos são irmãos e irmãs, unidos uns aos outros.

Base bíblica

Segundo Gregg R. Allison as raízes da adoção se estendem para o passado eterno. No Deus triúno, a segunda Pessoa é eternamente o Filho de Deus.

Essa relação não é de adoção, mas de geração eterna: o Pai concede eternamente à segunda Pessoa da Trindade sua Pessoa-do–Filho (Jo 5.26; 1Jo 5.18). Assim, a filiação existe eternamente na Divindade.

Quando o Deus triúno criou o mundo, incluiu a criação do primeiro portador de sua imagem: Adão é o filho de Deus no sentido de ser sua criatura (Lc 3.38).

Idealmente, Adão teria permanecido como o filho justo de Deus e, junto com Eva, produzido uma vasta linhagem de descendentes santos para governar o mundo criado como filhos e filhas de linhagem real.

Tragicamente, Adão e Eva se rebelaram contra seu Criador e Pai, resultando em alienação e expulsão da presença de Deus (Gn 3.8-13,22-24).

A Queda não pegou Deus de surpresa. Na verdade, o propósito eterno de Deus incluía a predestinação dos cristãos “para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29).

Qual o Plano de Deus Para Nos Redimir

O plano eterno era redimir um grande número de seres humanos caídos por meio da obra redentora de Cristo e, então, restabelecê-los na família de Deus.

O resultado final dessa salvação seria sua renovação total segundo a imagem de seu Salvador. Eles seriam “filhos” eminentes, com o Filho preeminente (primogênito) recebendo adoração eterna de seus “irmãos”.

Esse propósito não se baseava em nenhuma bondade inerente ou boas obras desses eleitos.

Ao contrário, Deus “nos predestinou para si mesmo, para adoção, como filhos por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade” (Ef 1.5).

Para realizar esse propósito eterno, o eterno Filho de Deus tornou-se encarnado (Jo 1.1,14; 3.16).

Essa filiação encarnada foi efetuada por meio do Espírito Santo na Virgem Maria, de modo que o filho que ela levaria e ao qual daria o nome de Jesus seria chamado “Filho do Altíssimo” (Lc 1.32).

Essa filiação encarnada do Filho eterno foi essencial para que Cristo cumprisse sua missão de resgatar a humanidade perdida.

“Mas, quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para redimir os que estavam debaixo da lei” (Gl 4.4,5).

Essa obra salvadora de Cristo ocorreu “a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.5).

Por meio da obra divina de adoção, os cristãos se tornam filhos de Deus: a filiação acontece em um nível humano, assim na terra como no céu (em um sentido limitado).

É importante notar que essa filiação se aplica igualmente a homens e mulheres que foram salvos por meio de Cristo.

Mas o termo “filhos” deve ser mantido para enfatizar a conexão com a filiação de Deus Filho, eterno e encarnado.

Assim como dizemos que a segunda Pessoa da Trindade é o Filho de Deus, os seres humanos, que antes estavam afastados, são agora “filhos” de Deus.

Além disso, “porque sois filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba! Pai!” (Gl 4.6).

O trabalho trinitário de adoção é evidente: o Pai envia “o Espírito de adoção” (Rm 8.15) para habitar em seus filhos. Esse Espírito é o Espírito do Filho do Pai.

E o Espírito gera o reconhecimento e o relacionamento com ele, aquele que adota filhos em sua família.

Assim, eles se dirigem a Deus em oração como “Pai nosso” (Mt 6.9), experimentam seu amor (Rm 5.5) e amadurecem como filhos por meio de sua disciplina paternal (Hb 12.5-11).

O status de um pecador diante de Deus é descrito como sendo o de um “escravo”. A mudança desse status com a adoção é algo maravilhoso.

“Portanto, tu não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro por obra de Deus” (Gl 4.7). Como filhos, e não escravos, os cristãos gozam de uma gloriosa libertação do seu antigo modo de vida (Rm 8.21).

A filiação traz consigo outro benefício: a herança compartilhada com seu coerdeiro, Cristo (Rm 8.17).

Essa futura herança da gloriosa vida eterna, da qual os filhos irão desfrutar, é a herança que pertence em primeiro lugar ao irmão deles, Jesus Cristo.

Ele, por sua vez, compartilha a herança com seus coerdeiros. Outro benefício da adoção é o relacionamento familiar: todos os filhos adotivos são irmãos e irmãs, unidos uns aos outros (Gl 3.26-28).

Embora todos os seres humanos tenham um único Pai, no sentido de criação (Ef 3.15; At 17.26), os cristãos têm o mesmo Pai no sentido de redenção.

São filhos de Deus e irmãos na mesma família, assim constituídos pela fé em Cristo (Jo 1.12).

Essa unidade é ainda mais notável quando nos lembramos de que a antiga inimizade entre judeus e gentios foi vencida pela obra reconciliadora de Cristo (Ef 2.13-22).

Principais erros

1. Confundir os dois conceitos: ser filho de Deus como criatura e ser filho de Deus como salvo. Esse é o erro do liberalismo protestante.

É verdade que todos os seres humanos têm o mesmo Pai como seu Criador. Porém, esse entendimento equivocado estende essa verdade ao universalismo: todos os seres humanos também têm Deus como seu Salvador.

Essa ideia erra ao confundir a paternidade única (criação) com outra paternidade (redenção).

Essa segunda paternidade só se torna realidade quando aceitamos o evangelho sobre o Filho de Deus, Jesus Cristo, e experimentamos a poderosa obra de adoção de Deus.

2. Exagerar os privilégios da adoção de modo a incluir muitas bênçãos materiais no presente. Esse é o erro do evangelho da prosperidade.

É certamente verdade que Deus pode abençoar seus filhos adotivos com riqueza, saúde, sucesso e muito mais.

No entanto, é errado que filhos obedientes e dependentes, que também são chamados a sofrer por amor a Cristo, exijam esse tipo de bênção.

Além disso, essa ideia não compreende que a herança que vem com a adoção consiste em inúmeras bênçãos no futuro, não no presente.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

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