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Deus é Bom Mas Não é Soberano?

Em meio a uma dor aflitiva, nossa desconfiança, sempre à espreita, é de que Deus não está por perto.

Quando Jesus esperou três dias para viajar a Betânia depois que seu amigo Lázaro morreu, Marta, irmã do falecido, recebeu Jesus com as seguintes palavras:

“Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” Jo11.21). Mas Jesus tinha plena consciência da situação. Tinha um propósito mais profundo e glorioso em mente: nesse caso,

a ressurreição. Ao refletirmos sobre a aparente ausência de Deus, podemos  imaginar que ele é surpreendido por acontecimentos fortuitos, ou mesmo frustrado por suas aparentes limitações.

Como citado no começo deste artigo, o rabino Kushner escreveu que às vezes

“É dificil demais até para Deus impedir a crueldade e o caos de reivindicarem suas vítimas inocentes”13 Isso significaria que Deus é bom, mas não soberano.

Para encurralar nossa ansiosa especulação sobre Deus em tempos de sofrimento, temos de moldar a visão que temos dele pela Bíblia, e não por nossas experiências.

A Biblia não nos deixa dúvida alguma: Deus jamais se frustra. “ninguém pode deter a sua mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4.35).

É verdade que Deus está envolvido em uma guerra invisível com Satanás, e que a vida de seu povo muitas vezes é um campo de batalha, como vimos na vida de Jó.

Mas mesmo nesse caso, Satanás precisa receber permissão para tocar no povo de Deus. (Veja Jó 1.12; 2.6 e  Lc22.31,32.) Até nessa guerra invisível, Deus ainda é soberano.

Margaret Clarkson, que sofreu a vida inteira, escreveu: “Que Deus de fato é bom e poderoso é uma das doutrinas básicas da fé cristã”

1+ Reconhecemos que muitas vezes somos incapazes de conciliar a soberania e a bondade de Deus diante da tragédia ou da adversidade pessoal tão difusa.

Mas cremos que, embora muitas vezes não compreendamos os caminhos de Deus, ele está operando soberanamente em todas as nossas circunstâncias.

G. C. Berkouwer, o respeitado teólogo do século 20 e que ensinou na Universidade Livre de Amsterdã, reconhecia que não é fácil crer na doutrina da providência de Deus.

Em seu livro The providence of God [A providência de Deus], Berkouwer escreveu: A dura realidade ataca essa confissão reconfortante e otimista.

Poderiam os horrores catastróficos do nosso século, com os sofrimentos desproporcionais impingidos sobre indivíduos, famílias e povos, ser um reflexo da orientação de Deus?

A pura honestidade por acaso não nos obriga a parar de buscar fugir para um mundo escondido, supersensível e harmonioso?

Considerações Finais Sobre a Soberania de Deus

A sinceridade por acaso não manda que nos limitemos de maneira realista ao que está diante dos nossos olhos e, sem ilusões, enfrentemos a ordem do dia

Todas as pessoas tanto crentes em Deus quanto incrédulas experimentam ansiedade, frustração, angústia e desapontamento.

Alguns sofrem intensa dor física e tragédias catastróficas. Mas o que deveria distinguir o sofrimento de crentes do de descrentes é a confiança de que nosso sofrimento está sob o controle de um Deus todo-poderoso e amoroso.

Nosso sofrimento tem sentido e propósito no plano eterno de Deus, e ele traz à nossa vida, ou permite que nela entre, só aquilo que é para sua glória e nosso bem.

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