Siga-nos

Jesus Cristo – Ressurreição – Ascenção e Exaltação

Após sua crucificação, o último estágio de sua humilhação, Jesus Cristo entrou no estágio de exaltação: sua ressurreição dos mortos; sua ascensão ou retorno ao céu; e sua sessão, ou entronização, à direita do Pai.

Os três estágios de Jesus Cristo são sua preexistência, o estado de humilhação e o estado de exaltação. A primeira parte de sua exaltação foi a ressurreição dentre os mortos, três dias após a crucificação.

A segunda parte foi sua ascensão, ou retorno à glorificação no céu, quarenta dias após sua ressurreição.

Como Senhor assunto aos céus, ele foi exaltado à destra do Pai, uma posição de autoridade. A parte seguinte de sua exaltação, que ainda não ocorreu, é seu futuro retorno à terra.

Entendendo a Doutrina

Antes de sua encarnação, a segunda Pessoa da Trindade preexistia, sendo o eterno Filho de Deus. Para promover a salvação humana, ele entrou em um estado de humilhação.

Ele se encarnou, assumindo a plenitude da natureza humana, mas permanecendo plenamente divino:

O Deus-homem

Ele viveu em obediência à lei, resistiu a todas as tentações, nunca pecou e cumpriu a vontade do Pai.

Na última fase de sua humilhação, Jesus foi crucificado, morreu e foi sepultado. Alguns acrescentam outro aspecto da humilhação de Jesus: sua descida ao inferno.

A humilhação, porém, não teve a última palavra. Depois de três dias, Jesus ressuscitou da sepultura, entrando, assim, em seu estado de exaltação.

A morte de Jesus, como toda morte humana, envolveu a separação de alma e corpo. Seu corpo foi colocado em um túmulo, enquanto ele, como Jesus sem corpo físico, continuou a existir.

Três dias depois, ele ressuscitou dentre os mortos, sendo unido ao corpo físico:

Ele retornou à existência terrena com um corpo glorificado, que tinha algumas características de seu corpo pré-ressurreto.

Ele carregava as marcas de sua crucificação), mas era diferente (podia passar através de portas fechadas.

A ressurreição foi obra do Deus triúno

O Pai, o próprio Filho e o Espírito Santo operaram em conjunto para ressuscitar o crucificado dentre os mortos.

A ressurreição manifestou abertamente a divindade do poderoso Filho de Deus. Sua ressurreição marcou a satisfação do Pai com a obra de salvação completada pelo Filho; nada mais restava para ser realizado.

liás, a justificação do ímpio está diretamente ligada à ressurreição de Cristo, o primeiro de muitos outros a ressuscitar: todos os que seguem o Filho como seu Salvador o seguirão em sua ressurreição quando ele voltar.

Sua ressurreição cumpriu a promessa de que o Santo não veria corrupção, mas seria justificado por sua obediência à vontade do Pai.

Os críticos do cristianismo inventaram teorias mirabolantes para contestar a ressurreição de Jesus:

1. Os discípulos roubaram o corpo de Jesus e depois alegaram que ele havia ressuscitado. Qual foi o motivo dessa fraude?

Os discípulos eram homens gananciosos e sedentos de poder, e não iam permitir que a morte de Jesus interrompesse sua busca de fama e fortuna.

2. Jesus não morreu; ele fingiu sua morte e depois proclamou que havia ressuscitado, enganando seus apóstolos.

Será que essa imagem de Jesus é coerente com o que os Evangelhos nos dizem sobre ele?

3. Os discípulos inventaram a ideia da ressurreição de Jesus, que, portanto, não passa de um mito. Por não conseguirem aceitar a morte do mestre, procuraram honrá-lo como Senhor forjando a ressurreição.

4. As mulheres foram ao túmulo errado e, ao encontrá-lo aberto, viram sua visita ao túmulo como prova da ressurreição de Jesus. O motivo do desaparecimento do corpo verdadeiro seria um mistério.

5. Tendo Jesus como cúmplice, alguns forasteiros conspiraram para fingir sua morte, e, quando ele acabou morrendo enfim, eles tiraram o corpo do sepulcro e um deles apareceu como o Jesus ressuscitado.

Mais uma vez, o retrato de Jesus pintado por essa teoria colide frontalmente com o modo pelo qual os Evangelhos o apresentam.

6. Os discípulos de Jesus tiveram uma alucinação ou imaginaram que ele havia ressuscitado dentre os mortos.

Mas como uma ressurreição poderia sustentar os discípulos pelo resto de suas vidas se fosse só um delírio?

Felizmente, apologistas cristãos desmascararam o absurdo dessas teorias e defenderam a crença tradicional na ressurreição.

Durante quarenta dias, o Jesus ressuscitado apareceu aos seus apóstolos e a centenas de outros seguidores. Depois disso, ele foi tirado da vista deles, subindo ao céu.

Aquele que desceu por meio da encarnação e humilhação agora ascendia, retornando ao seu estado de exaltação e ao reino da glória com o Pai e o Espírito Santo.

Ao subir de volta ao céu, Jesus sentou-se à direita do Pai, uma posição de exaltação. O Pai lhe deu toda a autoridade para governar a criação inteira como o agora exaltado Deus-homem.

Ele reina como o líder cósmico, tendo derrotado todos os seus inimigos, e agora aguarda a derrota final e pública desses inimigos, no futuro.

Juntamente com o Pai, o Cristo que ascendeu derramou o Espírito Santo, dando à luz a igreja. Aliás, como líder cósmico, ele também é chefe da igreja, que é o seu corpo.

Juntamente com o Espírito Santo derramado, Cristo deu à sua igreja dons espirituais e pessoas talentosas, por quem ele ora. Ele descerá mais uma vez, retornando um dia para libertar seu povo completamente.

Assim, a igreja confessa: “Creio […] em um só Senhor Jesus Cristo, […] que sofreu e foi sepultado.

No terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras, e subiu ao céu e está assentado à direita do Pai” (Credo Niceno- Constantinopolitano).

Base bíblica

O Antigo Testamento profetizou sobre o Servo Sofredor/Messias que viria em humilhação para salvar seu povo de seus pecados.

As alusões à exaltação do Servo estão entrelaçadas nessa esperança. A passagem de Salmos 16.8-11 fala da ressurreição (citada em At 2.24-32), e Salmos 110.1 aborda a ascensão e a sessão (citada nos Evangelhos Sinóticos e em At 2.33-36).

O texto de Isaías 53, a profecia mais notável sobre o Servo Sofredor, contém alusões à sua vindicação (Is 53.10-12).

O próprio Jesus previu não apenas sua crucificação e sepultamento, mas também sua ressurreição.

Em um momento crucial em seu ministério, “Jesus começou a mostrar aos discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas da parte dos anciãos, dos principais sacerdotes.

E dos escribas, fosse morto e ressuscitasse ao terceiro dia” (Mt 16.21). Todos os quatro Evangelhos narram a ressurreição (Mt 28.1-15; Mc 16.1-8; Lc 24.1-49; Jo 20.1-29).

As narrativas apresentam a descoberta do túmulo vazio de Jesus pelas mulheres, as declarações angelicais sobre Jesus não estar no túmulo.

Porque ressuscitou, a sua aparição às mulheres, o espanto dos apóstolos ao receberem as notícias e as suas aparições aos Doze.

O restante do Novo Testamento apresenta as implicações doutrinárias e éticas da ressurreição de Jesus:

ela está ligada à regeneração (1Pe 1.3), à justificação (Rm 4.25) e à ressurreição dos crentes (1Co 15.12-17).

Além disso, o batismo retrata vividamente a identificação dos crentes com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus, para que, assim como ele, andem em novidade de vida (Rm 6.1-11).

As narrativas da ascensão de Jesus no Novo Testamento contam como ele foi levantado à vista de seus discípulos e, quando partiu, ocultado da visão deles por uma nuvem (Lc 24.50,51; At 1.6-11).

Pela ressurreição e ascensão de Jesus, “Deus o fez Senhor e Cristo” (At 2.36). Pelo fato de Jesus haver ressuscitado e ascendido, seus seguidores já estão ressuscitados e sentados com ele (Ef 2.6,7).

De volta ao reino da glória, o Senhor assunto se sentou à direita do Pai, uma posição de autoridade universal, que Cristo detém sobre todos os anjos, os governantes, autoridades e poderes (Ef 1.20,21; 1Pe 3.22).

Como governante exaltado sobre todas as coisas, ele é dado para ser a cabeça de seu corpo, a igreja (Ef 1.22,23), pela qual ora constantemente (Rm 8.34), garantindo, assim, a salvação de seus seguidores (Hb 7.25).

O Derramamento do Espírito Santo

Juntamente com o Pai, Cristo derramou o Espírito Santo (At 2.33), inaugurando desse modo a era do Espírito e a igreja da nova aliança (At 2.1-21).

Ao vencer seus inimigos e derramar o Espírito, Cristo deu pessoas talentosas e dons espirituais à sua igreja, para que ela alcance a maturidade progressivamente (Ef 4.7-16).

Ele também deu à sua igreja a missão de se multiplicar por meio de evangelismo, discipulado e plantação global de igrejas, no poder do Espírito Santo (Mt 28.18-20).

O Senhor outrora humilhado, que agora ressuscitou e subiu ao céu, “aparecerá a segunda vez, não por causa do pecado, mas para a salvação dos que ansiosamente esperam por ele” (Hb 9.28).

Principais erros

1. Rejeição da historicidade da ressurreição (demitização). Essa posição sustenta erroneamente que milagres não podem ocorrer e não consegue explicar a surpreendente expansão do cristianismo.

Em face da perseguição, uma expansão alimentada pela esperança da ressurreição, com base na ressurreição de Cristo.

2. Teorias absurdas que negam a ressurreição (mencionadas acima). Muitas delas veem Jesus como um charlatão ou louco e/ou veem os discípulos como oportunistas e enganadores.

Sendo que nenhuma dessas ideias é coerente com o registro histórico que temos deles (os Evangelhos). Se a ressurreição foi um produto da imaginação vívida dos discípulos, como se pode explicar o martírio deles em defesa da fé cristã?

3. Ao comunicar o evangelho, enfatizar demais a morte de Jesus e negligenciar o que aconteceu depois.

Sem menosprezar a humilhação de Cristo na crucificação, as boas-novas também devem enfatizar a exaltação de Jesus por meio da ressurreição ascensão e sessão à direita do Pai.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *