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O que Jesus pensa sobre divorcio e novo casamento

Segundo Dr. D. A. Carson a discussão sobre adultério e pureza leva naturalmente à questão do divórcio. Os judeus da época de Jesus tinham ouvido que o homem que quisesse se divorciar de sua mulher tinha de lhe dar um documento de divórcio.

Na verdade, o que eles tinham ouvido não era totalmente verdadeiro. A passagem do Antigo Testamento a que se recorria era Deuteronômio 24.1-4.

A essência dessa passagem é: se um homem descobre alguma impureza em sua mulher e se divorcia dela, dando-lhe um documento de divórcio.

E ela depois se casa com outro homem que também acaba se divorciando dela, então o primeiro marido não pode se casar de novo com ela.

Sermão da Montanha e o Ensino Sobre o Divórcio

Na época de Jesus, esse princípio importantíssimo havia sido posto de lado com o intuito de concentrar a atenção na “impureza” que tornaria legítimo o primeiro divórcio.

A expressão empregada nesse caso para “impureza” só é usada outra vez no Antigo Testamento, quando se refere à depuração humana.

Não está claro a que impureza sexual Deuteronômio 24.1 se refere. De qualquer modo, trata-se, mesmo na perspectiva mosaica, de algo excepcional.

Nos dias de Jesus, porém, alguns até ensinavam que podia ser alguma imperfeição da esposa de caráter absolutamente trivial, como servir ao marido comida acidentalmente queimada.

Jesus, porém, não permite sofismas

Aqui, assim como em Mateus 19.3ss., ele volta aos primeiros princípios. No começo, Deus fez um homem e uma mulher, e eles foram unidos.

Inicialmente, todo divórcio era inconcebível; quando Deus criou homens e mulheres, não deu nenhuma permissão para isso.

O Criador disse: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne”.

Jesus acrescenta: “Assim, eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe” (Mt 19.5,6).

Deus, de fato, odeia o divórcio (Ml 2.16). Dentro dessa estrutura, portanto, é óbvio que, se Moisés permitiu o divórcio por alguma impureza repulsiva, isso foi uma exceção que tem sua raison d’être no coração duro e pecaminoso do homem.

A Mensagem de Jesus sobre o Divórcio

Em Mateus 5.31,32, Jesus esclarece as ideias erradas e mostra para qual direção o Antigo Testamento aponta.

Qualquer um que se divorcie de sua mulher está errado, porque está fazendo que ela cometa adultério caso venha a se casar com outro, já que o primeiro vínculo não está rompido.

Segue-se, portanto, que o homem que se casa com uma divorciada também está cometendo adultério. Diante de Deus, ele está de fato se casando com a mulher de outro homem (5.32).

A única exceção que Jesus faz é a “fornicação”. Cristãos de diferentes tendências têm dito que essa palavra se refere a todo tipo de pecados específicos; mas, até onde sei, esse é um termo inclusivo que se refere a toda irregularidade sexual.

Para um casal casado, envolve infidelidade sexual

Mesmo nesse caso, o homem não é obrigado a se divorciar de sua mulher, mas tem a permissão de fazê-lo como uma concessão.

A mesma condição de exclusão aparece em Mateus 19 e se refere tanto ao divórcio quanto ao novo casamento.

Isso não é tudo o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto, e precisamos ter muito cuidado ao juntar todos os pedaços.

No entanto, esse é o cerne da questão, e nossa geração precisa ser confrontada com tais exigências.

Antigamente o divórcio era um problema raramente encontrado nos círculos evangélicos. Para nossa vergonha, isso mudou.

Nossa sociedade, incluindo muitos cristãos professos, rejeitou o conceito bíblico de amor e casamento.

O amor passou a ser uma mistura de desejo físico e sentimentalismo vago; o casamento tornou-se uma união sexual provisória que dura até o momento em que esse amor patético e nanico acaba.

Como é diferente a perspectiva bíblica!

Na Palavra de Deus, casamento e amor são para os fortes. Casamento é compromisso, e, em vez de roer a corda quando as coisas ficam difíceis, os cônjuges devem resolver seus problemas à luz das Escrituras.

Devem persistir, esforçando-se para melhorar o relacionamento, exatamente porque prometeram, diante de Deus e dos homens, viver juntos e amar um ao outro na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe.

Amor é o compromisso determinado de procurar o bem do outro, tratar com carinho, proteger, cuidar, edificar e ser paciente. Esse compromisso, posto em prática por causa da profunda obediência a Deus, também traz consigo os aspectos emocionais e sentimentais do amor

Considerações Finais Sobre a Mensagem do Divórcio Pregado no Sermão da Montanha

Jesus pressupõe esse conceito elevado de casamento quando, com apenas uma exceção, proíbe terminantemente o divórcio.

E é esse conceito elevado do casamento que sublinha as palavras incisivas de Jesus a respeito da cobiça (5.27-30) e dá unidade a esse bloco temático (5.27-32). Casamento não é sujo, sexo não é imundície.

Os dois são maravilhosos dons do Criador, mas são prostituídos pela luxúria e aviltados pelo divórcio.

A Lei e os Profetas, pela autoridade do próprio Jesus, indicam a necessidade de absoluta pureza, que não deve ser trivializada por sofismas que buscam excluí-la.

Para que possa aprender mais sobre este tema, leia nosso próximo artigo “O Sermão Monte ao Alcance de Todos”, recomendo que você estude o livro de Carson “O Sermão do Monte” que deu origem a este artigo.

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