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Perseverança – Palavra de Perseverança Com Segurança da Salvação

A perseverança é a poderosa obra divina de preservar os cristãos, pelo poder divino, por meio da fé contínua, até que sua salvação esteja completa.

A segurança da salvação é a confiança subjetiva, privilégio de todos os crentes genuínos, de que cada um deles permanecerá cristão por toda a vida. Duas posições teológicas divergentes levam a diferentes doutrinas de perseverança e segurança.

A posição reformada/calvinista defende a perseverança de cada crente, individualmente. A posição arminiana defende a perseverança dos crentes em geral. As duas doutrinas de perseverança divergentes levam a duas doutrinas de segurança da salvação diferentes.

A teologia arminiana se concentra na fidelidade e obediência atuais e na segurança que geram, mas não defende a segurança quanto ao futuro.

A posição reformada/calvinista acrescenta que a segurança atual inclui a confiança de que os crentes continuarão em Cristo por toda a vida.

Entendendo a Doutrina da Perseverança

Segundo Gregg R. Allison uma questão chave é: Será que a operação da graça divina iniciada na vida de um verdadeiro crente certamente continuará e será completada, de modo que um cristão genuíno nunca possa se afastar de Cristo e deixar de obter a salvação eterna?

Historicamente, essa pergunta foi respondida de duas maneiras diferentes — uma positiva e outra negativa.

A doutrina reformada/calvinista considera a perseverança uma obra poderosa pela qual Deus preserva os crentes em Cristo para sempre.

O poder divino protege infalivelmente os cristãos da tentação, da provação, do ataque demoníaco e do pecado irresistível.

Assim, eles não podem se afastar totalmente de Cristo e perder a salvação. No entanto, esse poder protetor não opera independentemente da fé contínua dos cristãos.

O Deus fiel e poderoso que salva também protege os cristãos enquanto caminham com ele pela fé, concedendo-lhes finalmente a plenitude da salvação.

Essa doutrina não se aplica a todos que professam fé em Cristo; aplica-se somente aos crentes genuínos que Deus elegeu e salvou.

Embora possam cair temporariamente em pecado, esses verdadeiros crentes certamente persistirão em exercer fé e em se empenharem em boas obras.

Essa posição refuta uma caricatura comum dessa doutrina que a apresenta como “uma vez salvo, salvo para sempre”, no sentido de que os cristãos serão redimidos, não importa como vivam.

As pessoas que professam fé em Cristo, mas não andam com ele pela fé, não são crentes autênticos.

A perseverança não se aplica a eles

Além disso, a perseverança é uma obra divina contínua. Portanto, a futura salvação dos cristãos genuínos não depende, em última análise, da sua capacidade de resistir à tentação, suportar aos ataques e permanecer em Cristo.

E esse poder divino envolve a fé contínua deles, que inclui a perseverança como um elemento constitutivo: a fé genuína persevera, e, quando as pessoas não perseveram, elas não têm (e nunca tiveram) fé salvadora.

A doutrina arminiana enfatiza que Deus providenciou graça perseverante para a igreja, mas essa graça é condicional no que se refere a cada indivíduo cristão.

O crente é protegido pelo poder divino, mas pode resistir a essa graça, apostatar e perder a salvação.

A salvação final, então, depende da perseverança do crente na fé.

Portanto, não é possível saber se um cristão em particular perseverará até o fim. Embora alguns arminianos considerem a apostasia pelos verdadeiros crentes apenas uma possibilidade, outros afirmam que a queda ocorre.

Um elemento-chave dessa posição arminiana é sua noção de livre-arbítrio humano: nenhuma condição causal pode inclinar decisivamente a vontade de uma pessoa em uma direção ou outra.

Ao escolher ou agir, a pessoa sempre poderia fazer o contrário. Esse ponto de vista significa que, embora o ser humano tenha cooperado com a graça divina e sido salvo.

Ele pode exercer o mesmo livre-arbítrio para negar a Cristo e resistir à graça divina que já experimentou.

Essas duas doutrinas de perseverança divergentes levam a duas doutrinas de segurança da salvação diferentes. Essa segurança é a confiança subjetiva de pertencer a Cristo e, assim, ser herdeiro da vida eterna.

O foco da doutrina arminiana é a realidade do atual estado de graça dos cristãos e a garantia que isso gera.

À medida que os crentes manifestam sua fé e vivem obedientemente, experimentam a certeza de pertencer a Cristo agora, mas não necessariamente no futuro.

Eles podem recusar a graça de que são alvo atualmente e cair, perdendo, assim, a salvação.

A doutrina reformada/calvinista acrescenta que a segurança da salvação no tempo presente inclui a certeza de que cristãos genuínos continuarão crentes ao longo de toda a vida

E, quando morrerem, irão certamente estar com Cristo no céu, aguardando a plenitude da salvação quando Cristo retornar.

á que a fé salvadora inclui a perseverança como elemento essencial, os crentes confiam que permanecerão cristãos para sempre.

Base bíblica

Gregg R. Allison diz que o apoio bíblico à doutrina da perseverança reformada/calvinista inclui o seguinte: Deus é fiel e suficientemente poderoso para proteger e preservar os crentes para a salvação final (1Pe 1.3-9; Fp 1.6; 1Co 1.8,9; 1Ts 5.23,24).

Além disso, Cristo se compromete a manter seus seguidores infalivelmente, nunca perdê-los e dar-lhes vida eterna e ressurreta (Jo 6.37-40; 10.27-30), pois ora incessantemente por sua salvação (Hb 7.23-25; Jo 17.24).

Mais ainda, o Espírito Santo realizou sua obra de regenerar (Jo 3.3-8) e selar (Ef 1.13,14; 4.30), dá testemunho de que eles são de fato filhos de Deus (Rm 8.16) e está realizando o processo de transformá-los à imagem de Cristo (2Co 3.18; Gl 5.16-25).

Além do mais, a Palavra de Deus promete vida eterna, e a certeza dela, para todos aqueles que creem no Filho pela fé (Jo 3.36; 5.24; 1Jo 5.11-13).

Finalmente, os propósitos de Deus — presciência, predestinação, chamado, justificação e glorificação — são partes de um todo; todos eles se aplicam aos eleitos, e absolutamente nada pode separar o povo de Deus de seu amor (Rm 8.28-39).

Não há dúvidas, sua fé persistente e obediência determinada, junto com o aumento de outras virtudes (2Pe 1.3-11), confirmam vividamente sua genuína salvação.

O apoio bíblico à doutrina arminiana da salvação condicional inclui o seguinte: a Escritura adverte contra a apostasia (Hb 2.1-3; 3.12; 10.26-31; 2Pe 3.17) e exorta os crentes a permanecerem firmes na fé (Cl 1.21-23; Hb 3.14,15; Jo 15.1-7; Mt 10.22).

Essas instruções seriam supérfluas se os verdadeiros crentes não pudessem cair, mas tivessem a garantia da salvação eterna.

Além disso, a Escritura apresenta casos reais de apostasia, evidência de que cristãos genuínos realmente caem (Hb 6.4-6; 1Jo 2.18,19; 2Pe 2.1,2; Judas; Ananias e Safira [At 5.1-11]; Himeneu, Alexandre e Fileto [1Tm 1.19,20; 2Tm 2.16-18]).

E ainda, contestando a doutrina reformada a partir de uma perspectiva filosófica, a visão arminiana afirma que a perseverança é incoerente com o livre-arbítrio humano e considera que ela gera complacência e frouxidão moral.

Qualquer ponto de vista a respeito da doutrina da perseverança deve procurar manter juntas as passagens que enfatizem o contínuo trabalho de preservação de Deus e as que ressaltam a responsabilidade dos crentes de perseverarem na fé.

Essa abordagem compatibilística também reconhece honestamente que, em alguns casos, é difícil saber se as pessoas são genuinamente cristãs ou não. Aliás, alguns incrédulos dão sinais surpreendentes de conversão.

Por exemplo, Jesus adverte sobre pessoas que o chamam de Senhor e que profetizam, expulsam demônios e fazem milagres em seu nome, mas seu julgamento é que ele nunca as conheceu (Mt 7.21-2S).

Esse ponto de vista também entende que há quem pareça ser cristão, mas se afasta, não da fé salvadora, mas da experiência ou posição religiosa que já teve (Hb 6.4-9).

Principais erros

1. Abusar do lema “Uma vez salvo, salvo para sempre”. Embora, de uma perspectiva reformada.

Esse lema contenha alguma verdade, infelizmente ele é muitas vezes mal utilizado para dar segurança aos incrédulos que assumem algum tipo de compromisso religioso.

Mas nunca evidenciam uma vida transformada, fidelidade e obediência, serviço para Cristo e muito mais.

Essa posição despreza o fato de que, na Bíblia, a salvação inclui um modo de viver semelhante ao de Cristo (1Jo 2.6). Além disso, historicamente, tanto a posição reformada quanto a arminiana condenaram essa ideia.

2. Abalar a confiança de cristãos genuínos que amam a Deus, confiam nele e o obedecem, dizendo-lhes que podem perder a salvação. Será que algum pai terreno, quando seus filhos o agradam constantemente, ameaça com o dedo em riste: “Se você fizer isso…”?

Nosso Pai celestial também não quer que as passagens de advertência em sua Palavra perturbem os filhos que estão nele. Abuso espiritual desse tipo na igreja é repreensível.

3. Uma concepção de segurança que gere presunção, orgulho, frouxidão e complacência. Essas atitudes e hábitos são condenados em toda a Escritura.

Além disso, historicamente, a igreja tem advertido sobre essas duas doutrinas pela simples razão de que seu abuso pode resultar nesses erros.

Uma concepção adequada da perseverança e da segurança, tanto da posição reformada quanto da arminiana, evita e condena esse erro.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto

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