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União Com Cristo – Veja Como Deus Trabalhou Para Nos Unir Com Jesus Cristo

A união com Cristo é o ato maravilhoso de Deus de unir o seu povo em aliança eterna com o Filho, que realizou sua salvação, por meio do Espírito Santo, que aplica essa salvação.

Essa obra poderosa pela qual Deus une os cristãos num relacionamento de aliança com seu Filho por intermédio do Espírito Santo envolve seu povo em todos os aspectos da salvação.

Os crentes são identificados com a morte, o sepultamento, a ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Deus comunica todas as suas bênçãos de salvação por meio dessa união.

O Deus triúno habita pessoalmente com os crentes por meio do Espírito Santo. Os crentes estão unidos em comunhão uns com os outros.

Entendendo a Doutrina Sobre Nossa União Com Cristo

De acordo com John Murray, a união com Cristo é “a verdade central de toda a doutrina da salvação”.

1 Essa poderosa obra divina une o povo de Deus em aliança eterna com o Filho, que realizou sua salvação, por meio do Espírito Santo, que aplica a salvação.

Assim, embora esteja focada em Cristo, a união com ele põe seus discípulos em um relacionamento com o Deus triúno.

Os crentes estão unidos a Cristo em sua morte, seu sepultamento, sua ressurreição e sua ascensão. Pela união com a morte e o sepultamento de Cristo, a natureza pecaminosa dos cristãos fica impotente, de modo que eles não são mais escravos do pecado.

Eles morrem para o pecado e são libertos de seu domínio. Pela união com a ressurreição e a ascensão de Cristo, os crentes são ressuscitados com ele e se sentam com ele no céu.

Atualmente vivem uma nova vida de fidelidade e obediência a Deus e esperam uma vida futura de eterna bondade e bênção de Deus.

Não são mais identificados com seu velho eu adâmico, mas, sim, com Cristo

O batismo retrata vividamente a união com Cristo, e a ceia do Senhor celebra e promove esse relacionamento.

Quando o novo crente é mergulhado na água, sua identificação com a morte e o sepultamento de Cristo é representada.

Quando é retirado da água, sua identificação com a ressurreição e a ascensão de Cristo é representada. Ele encerrou seu antigo modo de vida e agora anda em novidade de vida.

Além disso, a ceia do Senhor celebra e alimenta esse relacionamento. À medida que os crentes compartilham o mesmo pão e o mesmo cálice.

A união deles com Cristo em sua morte e a unidade deles como membros do único corpo de Cristo são representados.

Deus comunica todas as bênçãos da salvação por meio da união com Cristo. Em Cristo, Deus concede sua graçaque leva à salvação. Em Cristo, os crentes recebem a redenção pelo seu sangue.

Deus dá a vida eterna em Cristo

A regeneração ocorre quando os crentes se tornam uma nova criação a em Cristo. A justificação está em Cristo, assim como a santificação.

Deus dá dons espirituais por meio de sua graça em Cristo. A ressurreição ocorrerá em Cristo.

Além de tudo isso, pela união com Cristo, o Deus triúno habita pessoalmente com os crentes, por meio do Espírito Santo.

Cristo está nos crentes, vivendo neles. Por causa de sua íntima união com o Pai, uma vez que Cristo, o Filho, habita nos crentes, o Pai também habita.

O Espírito Santo efetua essa habitação ao encher os crentes. O Deus triúno habita nos crentes porque Cristo os batiza com o Espírito, que passa a habitar neles.

Mais do que uma bênção individual, a presença de Deus é prometida à
igreja em geral, e especificamente quando ela se envolve em sua missão, na disciplina e na administração da ceia do Senhor.

O contrário também é verdade: os crentes habitam no Deus triúno por intermédio de sua união com Cristo.

Todos os que estão em união com Cristo estão unidos uns aos outros

Mantidas as muitas diferenças que caracterizam a humanidade (p. ex., gênero, raça, etnia, cultura e status socioeconômico), todos os crentes são um em Cristo.

Assim, embora permaneçam o que eram antes, a característica mais importante dos crentes agora é o fato de serem membros do corpo de Cristo.

O que tem profundas implicações no modo como amam, servem e honram uns aos outros.
Base bíblica

No cerne da poderosa obra de salvação de Deus está a expressão recorrente “em Cristo”.

Ou seja, a união com Cristo abrange a totalidade da redenção. Paulo apresenta a união com Cristo em sua discussão sobre o batismo.

Aqueles que “foram batizados em Cristo Jesus foram batizados na sua morte […] foram sepultados […] com ele na morte pelo batismo”.

Os crentes são identificados com a morte e o sepultamento de Cristo. Além disso, “se fomos unidos com ele em uma morte como a sua, certamente também seremos unidos com ele em uma ressurreição como a sua” (Rm 6.3-5).

Os crentes são identificados com a ressurreição de Cristo. As implicações dessa identificação são a morte para o pecado, a crucificação do velho eu.

A libertação do domínio do pecado, a liberdade de andar em novidade de vida e a vitória final sobre a morte (Rm 6.1-11; cf. Cl 2.12,13).

Outra identificação é com a ascensão de Cristo, pois Deus “nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus”.

O efeito futuro e eterno dessa identificação é que Deus mostrará “as supremas riquezas da sua graça por sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.4-7).

As implicações são que os crentes devem “buscar as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus” e “fazer morrer tudo o que é terreno” (Cl 3.1-5).

Assim, a união com Cristo traz uma nova identidade

Os crentes não são mais maculados com seu antigo eu adâmico, que morreu, mas têm uma nova identidade em Cristo: “Fui crucificado com Cristo.

Não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.19,20). Novamente, essa nova identidade tem fortes implicações éticas.

Já que os seguidores de Cristo não devem viver “mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.15).

Por meio da união com Cristo, Deus concede as muitas bênçãos da salvação:

  • graça que conduz à salvação (Ef 1.6; 2Tm 2.10),
  • redenção (Ef 1.7),
  • vida eterna (1Jo 5.11),
  • regeneração (2Co 5.17),
  • justificação (Rm 8.1),
  • santificação (1Co 1.30; Ef 2.10),
  • dons espirituais (1Co 1.4, 5)
  • ressurreição (1Co 15.21,22).

Não há dúvidas, Deus “nos abençoou em Cristo com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais” (Ef 1.3).

Além disso, por intermédio da união com Cristo, o Deus triúno habita nos crentes, e eles habitam no Deus triúno.

Conforme mencionado acima, Cristo habita nos crentes (Gl 2.20; cf. Cl 1.27), mas o Pai e o Filho habitam um no outro.

Assim, a morada de Cristo nos crentes significa que o Pai habita neles também (Jo 14.23).

Aliás, Jesus ora pelos crentes “para que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles estejam em nós” (Jo 17.20-23).

O Pai está no Filho, e o Filho está no Pai. Por meio da união com Cristo, o Filho habita nos crentes (Jo 15.4,5); portanto, o Pai habita nos crentes.

O Espírito Santo é quem efetua essa habitação mútua. Cristo batiza os crentes com o Espírito Santo, tornando-os membros de seu corpo (1Co 12.13).

Além disso, o Espírito habita os crentes, unindo-os com o Pai e o Filho. Especificamente, Paulo ora para que o Pai fortaleça os crentes por meio do Espírito Santo, para que “Cristo habite nos [seus] corações pela fé” (Ef 3.14-17).

O Deus triúno habita nos crentes, e eles habitam no Deus triúno

Certamente, por causa da união com Cristo, a presença dele está com a igreja de um modo geral.

Ainda assim, Cristo promete sua presença à igreja em circunstâncias específicas: quando ela se esforça para cumprir a Grande Comissão (Mt 28.18-20).

Quando exerce disciplina (Mt 18.15-20) e quando celebra a ceia do Senhor (1Co 10.16).

Por meio da união com Cristo, todos os crentes estão unidos uns aos outros. A metáfora do corpo de Cristo ressalta a unidade dos cristãos:

“Pois assim como em um corpo temos muitos membros […], assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo e, individualmente, membros uns dos outros” (Rm 12.4,5; cf. 1Co 12.12-27).

A unidade dos membros com Cristo também significa que “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

Principais erros

1. Não dar muita importância à união íntima de que os crentes desfrutam com o Deus triúno por meio da união com Cristo.

Às vezes, as outras obras poderosas de Deus como a regeneração e a justificação são tão enfatizadas que a habitação pessoal de Deus nos cristãos é negligenciada.

Sua transcendência certamente deve ser ressaltada, mas também sua imanência: Deus, o Criador e Redentor, habita com seu povo (Is 57.15).

2. Enfatizar demais a união com Cristo como uma intimidade mística.

Ao longo da história da igreja, vários líderes encorajaram os cristãos a buscarem o desapego de si mesmos e do mundo, a fim de unirem suas almas místicas com Cristo.

Esse caminho para a intimidade muitas vezes deixou de lado os meios normais de conhecer e amar a Deus.

Essa posição não compreende que Deus deu aos crentes tudo o que eles necessitam para a vida e a piedade, e acréscimos místicos podem comprometer ou mesmo contradizer esses meios.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

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