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A Volta de Jesus Cristo

A volta de Jesus Cristo é a sua vinda futura, ou segunda vinda à terra, para trazer plenitude de salvação aos seus discípulos. Na primeira vinda, Jesus Cristo lidou com o pecado.

Na sua segunda vinda, Cristo trará a salvação final. Cristo voltará pessoalmente, em forma corpórea, de modo repentino e triunfante.

Embora Deus tenha determinado o momento da segunda vinda, os seres humanos não podem descobrir quando será.

Um debate-chave é se a segunda vinda será precedida pelo arrebatamento da igreja antes da grande tribulação. Outro debate diz respeito à conexão entre a volta de Cristo e o milênio (tratado no próximo capítulo, “O milênio”).

Entendendo a Doutrina da Volta de Jesus Cristo

Na sua primeira vinda, o Filho de Deus deixou o reino de glória e encarnou como Jesus Cristo. Em seu estado de humilhação, ele se submeteu à lei, passou por provas e tentações, suportou o sofrimento, foi crucificado e sepultado.

Em seu estado de exaltação, foi ressuscitado dos mortos, subiu ao céu e sentou-se à direita de Deus Pai. O propósito máximo dessa primeira vinda era realizar a salvação.

Em sua segunda vinda, que ocorrerá em algum momento no futuro, o Deus-homem retornará à terra em glorioso triunfo, não para lidar com o pecado, mas para salvar totalmente todos aqueles que creem nele.

Essa volta será pessoal: o próprio Cristo — não sua influência, ou seu ensino, ou sua presença intermediada pelo Espírito — virá à terra. Ele voltará fisicamente, do mesmo modo que deixou esta terra quando subiu ao céu.

Sua volta será repentina, pegando de surpresa os incrédulos, que não estão esperando sua segunda vinda.

Cristo retornará triunfantemente, com glória e poder.

Como parte do plano eterno de Deus, o retorno de Cristo está determinado e independe de fatores externos. Deus certamente fará com que se cumpra. Embora seja conhecido por Deus, o momento da segunda vinda não pode ser conhecido pelos seres humanos.

A relação entre a segunda vinda, o arrebatamento da igreja e a grande tribulação é alvo de permanente debate.

O arrebatamento (lat., rapere, “pegar”) é o ato de retirar a igreja da terra que precede a volta de Cristo. A grande tribulação é o período de intenso sofrimento, de caráter global, associado à volta de Cristo.

O dispensacionalismo defende que o arrebatamento ocorrerá antes do período de sete anos da tribulação. O propósito desse evento é remover a igreja e levá-la para o céu, para que seja poupada do mal e da punição da grande tribulação.

As posições não dispensacionalistas sustentam que a igreja continuará na terra e enfrentará, pelo menos em parte, o sofrimento e a perseguição da grande tribulação.

O arrebatamento ocorrerá imediatamente antes da volta de Cristo, para que a igreja suba ao encontro de Cristo enquanto ele desce do céu na sua segunda vinda.

Quanto ao debate sobre a relação da volta de Cristo com o milênio, as diferentes posições serão apresentadas no próximo capítulo, “O milênio”.

Base bíblica Para a Volta de Jesus Cristo

A Escritura apresenta a volta de Cristo de várias maneiras. Como a parousia, é a sua vinda ou chegada (1Ts 3.13; 4.15; 2Ts 2.8).

Como um apocalipse, é a revelação de Cristo (1Co 1.7; 2Ts 1.6,7; 1Pe 4.13). Como uma epifania, é a sua segunda manifestação (1Tm 6.14; 2Tm 4.8; Tt 2.13).

O contraste entre a sua primeira vinda e a segunda é gritante: “Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez, não para lidar com o pecado, mas para salvar os que anseiam por ele” (Hb 9.28).

O que Cristo iniciou nessa primeira aparição — a realização da salvação — será completado em sua segunda aparição, com a plenitude da salvação para seus discípulos.

Consequentemente, estamos “aguardando nossa bendita esperança, o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador, Cristo Jesus” (Tt 2.13).

Jesus profetizou seu retorno. Na véspera de sua crucificação, ele falou sobre sua partida iminente: “E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.3).

Em seu julgamento, Jesus advertiu: “de agora em diante vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.63,64).

Quarenta dias depois de sua ressurreição, “enquanto os discípulos olhavam, ele foi levado às alturas, e uma nuvem o encobriu de seus olhos”.

Então, dois anjos prometeram:

“Esse Jesus, que vos foi levado ao céu, virá do mesmo modo como o vistes partir” (At 1.9,11).

O propósito de sua “longa jornada” longe da terra está de acordo com o plano divino. Na hora certa, Deus certamente enviará “o Cristo que vos foi designado, Jesus, que o céu deve receber até o tempo” da restauração (At 3.20,21).

Essa restauração inclui conceder alívio aos seguidores de Cristo atribulados (2Ts 1.7), livrá-los “da ira vindoura” (1Ts 1.10), dar-lhes corpos ressurretos (Fp 3.21).

Conferir aos crentes “a coroa da justiça” (2Tm 4.8) e conformá-los completamente à sua imagem (Rm 8.29) “em glória” (Cl 3.4).

Paulo fornece uma descrição vívida do retorno de Cristo: “Nós, que estamos vivos, deixados até a vinda do Senhor, não precederemos os que dormiram.

Pois o próprio Senhor descerá do céu com brado de comando, com voz de arcanjo e som da trombeta de Deus. E os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.

Depois nós, os que estivermos vivos, que fomos deixados, seremos arrebatados junto com eles nas nuvens para encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.15- 17).

Como Realmente Será a Segunda Vinda de Jesus Cristo

Desse modo, a segunda vinda será um retorno pessoal, pois “o próprio Senhor descerá do céu” (1Ts 4.16). Será um retorno físico: assim como ascendeu fisicamente, Cristo “virá do mesmo modo” (At 1.11).

O retorno de Cristo será repentino, pois “o dia do Senhor virá como o ladrão de noite” (1Ts 5.2,3).

E será triunfante: “o próprio Senhor descerá do céu com brado de comando, com voz de arcanjo e som da trombeta de Deus” (1Ts 4.16) e “com poder e grande glória” (Mt 24.30).

A Visão Dispensacionalista

O dispensacionalismo não interpreta a passagem acima como uma descrição da segunda vinda de Cristo, mas como uma representação do arrebatamento da igreja antes da grande tribulação.

No início desse período de sete anos, Cristo “descerá do céu”, e os cristãos que vivem na terra serão “arrebatados [lat., rapere] junto com eles [crentes mortos, que estão no céu] nas nuvens para encontrar o Senhor nos ares” (1Ts 4.16,17).

Assim, o arrebatamento é o evento em que os cristãos serão “reunidos” com Cristo nos ares e o acompanharão de volta ao céu. Essa fuga da tribulação divina foi prometida à igreja (1Ts 1.10; 5.9; Ap 3.10).

As posições não dispensacionalistas interpretam essa passagem como uma descrição da segunda vinda.

O arrebatamento ocorrerá imediatamente antes da volta de Cristo, e seu propósito é levar a igreja para encontrar-se com Cristo enquanto ele desce do céu em seu retorno à terra.

Principais Erros Sobre a Volta de Jesus Cristo

1. Negar a volta pessoal e física de Cristo. O liberalismo tende a afirmar algum tipo de retorno, mas entende que é uma extensão gradual do ensinamento e/ou da influência moral de Cristo no mundo. Essa visão despreza as descrições bíblicas da segunda vinda.

2. Qualquer tentativa de declarar ou profetizar a data exata da volta de Cristo. Esse erro surge raramente, mas, quando surge, causa muitos estragos na igreja.

Harold Camping estabeleceu 21 de maio de 2011 como a data do arrebatamento, e 21 de outubro de 2011 como o fim do mundo.

Esse tipo de previsão contradiz claramente a própria Bíblia, que afirma que os seres humanos não podem saber quando Cristo voltará.

3. Especulação desenfreada sobre o que acontecerá no arrebatamento.
Dado o pouco que a Bíblia revela sobre a natureza desse evento, é importante fazer estudos e pesquisas sobre as doutrinas da volta de Jesus Cristo.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

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