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Cosmovisão cristã Universo ao lado – Naturalismo

Quando pensamos em cosmovisão cristã, é necessário primeiro definirmos o que essa palavra significa, a ideia de cosmovisão surgiu pela primeira vez no idealismo alemão, que desde o princípio traz em seu bojo a natureza cristã.

Em alemão cosmovisão é Weltanschauung, que significa maneira de ver ou perceber o mundo, ou seja, a maneira como o ser humano enxerga e vê o mundo ao seu redor.

Albert Wolters define cosmovisão como “a estrutura compreensiva de crenças básicas de uma pessoa sobre as coisas”… cosmovisão é uma questão de experiência diária da humanidade.

Um componente inescapável de todo o saber humano e, como tal, é não-cientifica, ou melhor (visto que o saber científico é sempre dependente do saber intuitivo por natureza).
Ela pertence a uma ordem de cognição mais básica do que ciência e a teoria”.

Veja agora uma das principais cosmovisões que batalha e tenta minar contra a cosmovisão Cristã e molda o pensamento humano – O Naturalismo.

Cosmovisão cristã Universo ao lado – Naturalismo

“O Naturalismo, também identificado como materialismo, é um modelo filosófico em que tudo pode ser entendido e explicado em termos de causas naturais. A matéria física é a realidade – tudo pode ser explicado em termos de matéria e fenômenos físicos.

O naturalismo, pode ser definido, como uma visão de mundo extirpa qualquer atividade ou um Ser Sobrenatural. Assim, o naturalismo é o ateísmo.

A desaprovação de Deus por parte do naturalismo cria o relativismo moral. Os filósofos consentem que sem a existência de Deus não existe um padrão universal de conduta moral.”

O que podemos inferir e conhecer neste mundo é ‘contingente’, existe uma causa fora de si mesmo. Assim, o universo, que não passa de uma diversidade de entidades contingentes, teria de ser dependente de alguma causa fora de si mesmo.

Algo precisou causar o Big Bang, mas o quê? O que poderia ter causado, senão algo fora da natureza, um ser sobrenatural, não contingente , eterno e soberano, que tem em si sua razão de ser? ” Timothy Keller, A Fé na Era do Ceticismo – p.161

O Princípio Antrópico:

“Observado da perspectiva de um cientista, parece que o universo sabia que iríamos chegar. Existem quinze constantes – a constante gravitacional, várias constantes sobre as forças nucleares fortes e fracas etc. – que possuem valores exatos.

Se alguma dessas constantes estivesse minimamente fora de esquadro mesmo que fosse uma parte em um milhão, ou, em alguns casos, uma parte em um bilhão, o universo não teria chegado ao ponto em que o conhecemos hoje.

A matéria não teria condições de se aglutinar, não haveria galáxias, estrelas, planetas nem gente.” Timothy Keller, A fé na era do ceticismo – p.161,162

O desejo irrealizável evocado pela beleza não é um desejo inato?

Temos anseio por felicidade, amor e beleza que nenhuma quantidade de comida, sexo, amizade ou sucesso é capaz de satisfazer.

Queremos algo que nada no mundo pode substituir. Será que isso não é ao menos uma pista da existência desse ‘algo’ que desejamos?

Assim, esse anseio irrealizável pode ser qualificado como um profundo desejo humano inato, o que o torna uma pista importante da existência de Deus. ” Timothy Keller, A fé na era do ceticismo – p.165-167

Tudo se resume ao seguinte: se, como dizem os cientistas evolucionistas, o que nosso cérebro nos diz sobre moral, amor e beleza não é real.

Mas meramente um conjunto de reações químicas destinadas a dar continuidade a nosso código genético –, o mesmo é valido para o que o cérebro deles lhes diz sobre o mundo. Assim, por que deveríamos confiar neles? ” Timothy Keller, A fé na era do ceticismo – p.170,171,172.

O Cristianismo é avesso a cosmovisão do Naturalismo:

Tudo o que existe e foi criado o universo, a criação do homem Deus é criador e tudo o que existe , existe a hora e gloria do seu nome. (Gn 1.26-27; 5.1-2; Ec 12.13; Sl 19.1-6; Rm1.19-23; 14.6-8; 1Co 10.31; Ef 1.9-12).

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “Dando nome ao Elefante” e “Universo ao Lado” de James W. Sire. Deus abençoe, até o próximo texto.

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