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O Juízo Final

O juízo final é o futuro veredito público e universal proferido por Cristo, no qual ele avaliará todos os seres humanos e angélicos. Esse é o evento culminante chamado “o julgamento do grande trono branco”.

Ao contrário do julgamento pessoal, que ocorre na morte, o juízo final será um veredito público e abrangerá o mundo inteiro. Enquanto alguns situam esse julgamento na volta de Cristo, outros acreditam que ocorrerá no final do milênio.

O próprio Cristo executará o julgamento, mas seus seguidores também participarão. Todos os seres humanos serão julgados. Graus de recompensas diferentes serão concedidos aos crentes, e graus de punição diferentes serão dados aos incrédulos.

Os seres angelicais serão julgados. Cristo será justo e imparcial em seu julgamento. A sentença será final e eterna.

Entendendo a Doutrina do Juízo Final

Segundo Gregg R. Allison o juízo final, ou julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15), é o futuro veredito público e universal proferido por Cristo, no qual ele julgará todos os seres humanos e seres angélicos.

Todos os seres humanos são julgados quando morrem, mas esse julgamento é pessoal, não público.

Ele determina seu destino temporário como pessoas incorpóreas, sendo que os crentes vão para o céu, para estarem com Cristo, e os incrédulos vão para o tormento no inferno.

O juízo final, por sua vez, será um evento público em que Cristo julgará todos os seres humanos e seres angelicais e os enviará para o seu destino final e eterno.

O amilenarismo e o pós-milenarismo sustentam que o julgamento do grande trono branco ocorrerá na segunda vinda de Cristo.

As duas correntes do pré-milenarismo (histórico e dispensacionalista/pré-tribulacionista) sustentam que esse julgamento ocorrerá no final do milênio.

Depois que Satanás fizer seu último esforço desesperado e for definitivamente derrotado, Cristo executará o julgamento final.

No julgamento do grande trono branco, o juiz será o próprio Cristo

Essa é a prerrogativa que lhe foi outorgada por Deus Pai. De alguma forma, Cristo vai envolver seus seguidores nesse julgamento final, uma tarefa para a qual eles serão competentes.

Todos os seres humanos serão julgados e Cristo emitirá duas sentenças: os justos receberão a justiça divina remunerativa — serão recompensados com a vida eterna e receberão graus de recompensas de acordo com suas obras.

Os injustos experimentarão a justiça divina retributiva — serão sentenciados a punição consciente e eterna e a graus de castigo de acordo com suas obras.

Os seres angelicais serão julgados, e os seguidores de Cristo estarão envolvidos nessa avaliação.

Esse julgamento pode abranger tanto os anjos bons, para recompensá-los pelo seu serviço, quanto os anjos maus ou demônios, para puni-los por sua maldade. Ou talvez seja dirigido apenas aos anjos maus.

Cristo, o juiz, será justo, imparcial e equânime. Ele não mostrará favoritismo em seu julgamento, nem será enganado por aparência ou desempenho, de modo a avaliar erroneamente.

Além disso, seu julgamento tem autoridade total e será final e eterno. Sua sentença permanecerá para sempre e se manifestará no estado final.

Base bíblica Sobre o Juízo Final

Gregg R. Allison diz que o Antigo Testamento introduz a realidade do juízo final, muitas vezes associado ao “dia do SENHOR” (Jl 2.1,11,31; Sf 1.14).

Envolve tanto a destruição divina (Is 13.6,9; Ez 30.3; Jl 1.15; 2.31) como a vingança divina (Jr 46.10; Ob 15).

Apesar do tema da destruição, uma certa porção de esperança também está associada aos “últimos dias” (Is 2.20; 9.1; Jr 48.47; 49.39).
O Novo Testamento dá continuidade ao tema. Com a primeira vinda de Cristo, os “últimos dias” começaram (Hb 1.1,2).

A descida do Espírito Santo no Pentecostes iniciou esse período (At 2.17-21; citando Jl 2.28-32) extremamente conturbado (1Tm 4.1; 2Tm 3.1).

Ainda assim, o dia do Senhor se refere ao futuro, tanto em relação à salvação (1Co 5.5) quanto em relação à destruição (1Ts 5.1-11; 2Ts 2.1-12). O julgamento com respeito à salvação e à destruição pertence a Jesus Cristo.

Embora Deus Pai seja o juiz, ele delegou autoridade ao Filho para executar o julgamento (Jo 5.22,27). Aliás, o Senhor “determinou um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio do homem que estabeleceu” (At 17.31).

Tanto crentes quanto incrédulos experimentam alguma medida de juízo divino durante sua vida terrena. Quando os crentes são justificados, Deus os declara “não culpados”, “justos”.

Ele profere um veredito antecipado, antes do julgamento final (Rm 3.21—4.25). Portanto, os crentes nunca enfrentarão condenação (Rm 8.1).

Os incrédulos, porém, estão em apuros. Eles já vivem sob uma sentença divina de condenação (Jo 3.18). Às vezes, têm uma amostra antecipada da destruição que os aguarda nos sofrimentos e nas dores que suportam.

Contudo, mesmo quando têm uma vida fácil, a advertência de Paulo continua válida: “Mas por causa de teu coração duro e impenitente, acumulas ira sobre ti no dia da ira, quando o justo julgamento de Deus será revelado” (Rm 2.5).

Um julgamento furioso chegará no dia do Senhor

Como evento culminante, o dia do Senhor tem seu ápice no julgamento do grande trono branco de Cristo:

Então vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele. De sua presença a terra e o céu fugiram, e não foi achado lugar para eles. Vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se livros.

Então, abriu-se outro livro, o livro da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o além entregaram também os mortos que neles havia, e foram julgados, cada um segundo as suas obras. A morte e o inferno foram jogados no lago de fogo.

Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não se achou inscrito no livro da vida foi jogado no lago de fogo. (Ap 20.11-15).

O próprio Cristo é aquele que “foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (At 10.42; veja tb. 2Tm 4.1). Ele julgará todos os seres humanos e “retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rm 2.6-8).

O julgamento de Cristo será aplicado aos vivos e aos mortos, a crentes e a incrédulos

No caso dos crentes, o veredito divino de justificação já foi apresentado. O crente herda a vida eterna e “não vai a julgamento” (Jo 5.24).

Como parte da justiça remunerativa divina, os crentes serão recompensados em diferentes graus (2Co 5.10).

Boas obras feitas para a glória de Deus e por amor a ele e a outras pessoas serão ricamente recompensadas. As más obras feitas na carne e para a autopromoção resultarão em uma diminuição da recompensa (1Co 3.12-15).

No caso dos incrédulos, sua falta de fé em Cristo leva à condenação (Jo 3.36). Serão sentenciados a uma punição consciente e eterna.

Como parte da justiça divina retributiva, experimentarão graus de castigo de acordo com suas obras, “uma condenação muito maior” (Lc 20.47) para alguns incrédulos e um dia de juízo “mais tolerável” para outros (Mt 11.22,24).

Cristo também julgará os seres angélicos. Certamente, Cristo julgará Satanás e os demônios no “juízo do grande dia” (Jd 6; veja tb. 2Pe 2.4).

Ele talvez julgue também os anjos bons (supondo que “anjos”, em 1Co 6.3, refira-se a anjos maus e bons).

De alguma forma, os seguidores de Cristo se unirão a ele nesse julgamento final: “os santos julgarão o mundo” e irão “julgar os anjos” (1Co 6.1-8).

Quanto ao tempo desse evento, o amilenarismo e o pós-milenarismo sustentam que o julgamento do grande trono branco ocorrerá na segunda vinda de Cristo.

O apoio bíblico está vinculado à interpretação do milênio

(Ap 20.1-6) como a atual era da igreja ou uma era de ouro que surgirá durante a era atual. Depois dessa era, Cristo virá novamente, derrotará Satanás e executará o juízo final (Ap 20.7-15).

O pré-milenarismo sustenta que esse juízo final ocorrerá no final do milênio. O argumento depende da interpretação do milênio (Ap 20.1-6) como um período futuro de mil anos.

Cristo virá novamente e reinará na terra durante o milênio. No final, Satanás travará uma última batalha, mas será definitivamente derrotado (Ap 20.7-10). Cristo, então, executará o juízo final (Ap 20.11-15).

Deus “julga segundo as obras de cada um, sem discriminação de pessoas” (1Pe 1.17; cf. Rm 2.11). Consequentemente, no julgamento do grande trono branco, os juízos de Jesus serão “verdadeiros e justos” (Ap 16.7; 19.2).

Ele não julgará baseado na aparência (Jo 7.24), nem será enganado por mero fingimento (Mt 6.1,5,16,18).

O julgamento do grande trono branco é final e eterno. Será o último e culminante julgamento divino. E o veredito dado permanecerá para sempre: os iníquos “irão para o castigo eterno, mas os justos irão para a vida eterna” (Mt 25.46).

A natureza eterna do juízo final dos ímpios será o tópico do próximo capítulo (“O castigo eterno”).

Principais Erros Sobre o Juízo Final

1. A negação do juízo final. Uma das principais razões para o liberalismo negar o juízo final é sua rejeição à ideia da justiça retributiva de Deus.

Essa posição não reconhece que as Escrituras têm muito a dizer sobre a retribuição divina e o julgamento final de Cristo.

2. A tendência de especular sobre os detalhes do evento. Esse extremismo do “fim dos tempos” não reconhece que a Bíblia trata o juízo final com grande reserva. Nesse caso, especular é incorreto e até perigoso.

3. Confusão sobre o julgamento que os cristãos enfrentarão. Alguns entendem mal essa doutrina, como se ela estabelecesse dois fundamentos para a justificação.

O pronunciamento de Deus da justificação inicial, que é feito com base apenas na fé, e seu veredito de justificação final, que será pronunciado com base nas obras.

Essa posição não consegue ver que a justificação é somente pela fé. Boas obras, que são produto e sinal da justificação, são o fruto necessário da fé e também serão avaliadas, não para salvação, mas para recompensa.

Para que você possa se aprofundar e continuar seus estudos, leia o nosso próximo artigo, para você ter uma visão mais acurada do assunto indico o livro “50 Verdades centrais da fé Cristã” de Gregg R. Allison que deu origem a este artigo. Deus abençoe, até o próximo texto.

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